Por Dennis Martins
Representantes do setor se reuniram em Brasília para discutir estratégias de fortalecimento da categoria e ampliar garantias trabalhistas, em meio ao debate nacional sobre a redução da jornada nos plantões da saúde.
Nó último fim de semana, 23, lideranças da profissão farmacêutica, se reuniram no Conselho Federal de Farmácia (CFF), em Brasília, com foco na valorização da categoria em Roraima. Participaram do encontro o conselheiro federal, Adônis Motta; a presidente do Conselho Regional de Farmácia de Roraima (CRF/RR), Bianca Crispim; a diretora do SINTRAS e conselheira da FENAFAR, Clarissa Xavier; e o presidente da FENAFAR, Fábio Basílio.
A reunião reforçou o compromisso das entidades com os profissionais que atuam em um dos estados mais desafiadores do país, onde o acesso à saúde pública e as condições de trabalho ainda enfrentam obstáculos significativos. Entre os temas debatidos, esteve a ampliação das garantias trabalhistas, especialmente diante da recente discussão no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho nos plantões, pauta que também impacta diretamente os farmacêuticos que atuam em regime de trabalho.
“A defesa da profissão farmacêutica precisa ser feita com coragem e união. Roraima tem especificidades que exigem atenção redobrada, e estamos aqui para garantir que nenhum profissional fique desassistido”, destacou Adônis Motta.
“Essa articulação entre os conselhos e sindicatos é essencial para que os farmacêuticos de Roraima tenham voz e vez. Precisamos avançar na valorização, na segurança jurídica e nas condições de trabalho da nossa categoria”, reforçou Bianca.
Por que isso importa? Segundo Clarissa Xavier, a relevância do encontro vai além das fronteiras de Roraima. Em um momento em que o Congresso Nacional discute a redução da carga horária dos plantões, proposta que visa melhorar a qualidade de vida dos profissionais da saúde, é fundamental que os farmacêuticos também estejam incluídos nesse debate. A atuação em plantões, muitas vezes em condições precárias e com jornadas exaustivas, afeta diretamente a saúde física e mental desses profissionais, além de comprometer a qualidade do atendimento à população.
A mobilização das entidades representa um passo importante na construção de políticas públicas que reconheçam o papel estratégico do farmacêutico no sistema de saúde, especialmente em regiões de fronteira e baixa cobertura assistencial.