As inscrições vão até 12 de junho e a remuneração inicial é superior a R$ 10 mil, com possibilidade de atuação em organizações militares de todo o país
Os farmacêuticos interessados em ingressar na carreira militar têm até as 15h do dia 12 de junho de 2026 para se inscrever no Concurso de Admissão ao Curso de Formação de Oficiais do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro (CFO/S Sau).
O edital oferece oito vagas para farmacêuticos, sendo quatro para Farmácia e quatro para Farmácia Oncológica. Para participar, é necessário possuir graduação em Farmácia, registro ativo e regularidade junto ao Conselho Regional de Farmácia (CRF) da jurisdição do interessado. Para as vagas de Farmácia Oncológica, também é exigida comprovação da especialidade conforme as normas do Conselho Federal de Farmácia.
Os aprovados realizarão o Curso de Formação de Oficiais do Serviço de Saúde na Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx), em Salvador (BA). Após a conclusão do curso, serão nomeados Primeiros-Tenentes do Exército Brasileiro e poderão ser designados para atuar em organizações militares de qualquer região do país, de acordo com as necessidades da Força.
Informações
• Inscrições: até 12 de junho de 2026, às 15h (horário de Brasília) • Vagas para farmacêuticos: 8 (4 para Farmácia e 4 para Farmácia Oncológica) • Prova objetiva: 12 de julho de 2026 • Curso de formação: Salvador (BA) • Posto após formação: Primeiro-Tenente do Exército Brasileiro • Remuneração inicial: superior a R$ 10 mil mensais, além dos adicionais previstos para a carreira militar
Na manhã desta sexta-feira, 29 de maio, durante a 567ª Reunião Plenária Ordinária, realizada em Petrolina (PE), o Conselho Federal de Farmácia (CFF) reafirmou sua parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em favor da inclusão e da acessibilidade na assistência farmacêutica para pessoas surdas. Há oito anos, as duas instituições desenvolvem, de forma conjunta, estratégias que facilitam a comunicação entre ouvintes e surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Agora, formalizam esse compromisso por meio de um protocolo de intenções voltado à continuidade e ao fortalecimento dessas iniciativas.
O documento foi assinado pelo presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, pelo reitor da Univasf, Télio Leite, e pelos coordenadores do Programa FarmaLibras, os professores Tarcísio Palhano e Deuzilane Muniz Nunes. Durante a apresentação realizada na plenária, a professora Deuzilane destacou os resultados alcançados pelo programa e fez um apelo para que a iniciativa seja incorporada de forma permanente às práticas de ensino, pesquisa, extensão e assistência farmacêutica em todo o país.
“Se queremos que o farmacêutico seja, de fato, profissional da saúde para todas as pessoas, a inclusão e a acessibilidade devem crescer cada vez mais em todas as nossas práticas”, enfatizou a docente ao defender a continuidade e a expansão do programa. A professora também conclamou os conselheiros federais, docentes, farmacêuticos clínicos, gestores e instituições de ensino a assumirem o compromisso de formar profissionais cada vez mais inclusivos e preparados para atender à comunidade surda.
Criado para estimular o aprendizado de Libras entre farmacêuticos brasileiros e desenvolver ferramentas de comunicação voltadas às pessoas surdas, o FarmaLibras reúne uma ampla rede de colaboradores distribuídos pelas cinco regiões do país. Atualmente, o programa conta com mais de 100 participantes, oriundos de 21 estados e do Distrito Federal, incluindo 14 pessoas surdas e profissionais das áreas de Farmácia, Libras, Engenharia da Computação, Medicina e Enfermagem.
Entre os principais resultados alcançados está o Curso de Libras para Farmacêuticos, disponibilizado na plataforma Edufarma, que registrou 17.268 inscritos em todo o Brasil, entre farmacêuticos e estudantes do último ano da graduação. A iniciativa contribui para a qualificação dos profissionais e amplia as condições de acesso da população surda aos serviços farmacêuticos.
A apresentação também evidenciou o desenvolvimento do Aplicativo Web FarmaLibras, ferramenta criada para facilitar a comunicação entre farmacêuticos e pacientes surdos nos serviços de saúde públicos e privados. O sistema oferece recursos de atendimento farmacêutico em Libras, vocabulário farmacêutico bilíngue e conteúdos educativos voltados à promoção do uso racional de medicamentos, fortalecendo a integração entre surdos e ouvintes no cuidado em saúde. E agora ganha uma versão para celulares.
Outro destaque do programa é a produção do Vocabulário Terminográfico Farmacêutico Bilíngue (Português-Libras), obra considerada inovadora por reunir terminologias da área farmacêutica em formato acessível para surdos e ouvintes, fortalecendo a comunicação em saúde e contribuindo para a inclusão linguística. O primeiro volume reúne conceitos básicos da área farmacêutica, informações presentes na bula, conteúdos relacionados à fitoterapia e classes terapêuticas, acompanhados de definições, exemplos de uso e vídeos em Libras.
Durante a apresentação, a professora Deuzilane também anunciou a conclusão do Volume 2 do Vocabulário FarmaLibras, que amplia o trabalho desenvolvido pela equipe ao incorporar novos verbetes relacionados às vias e formas de administração de medicamentos, formas farmacêuticas, embalagens de medicamentos e temas afins da atuação farmacêutica. A nova publicação será entregue oficialmente durante o IV Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, que será realizado de 11 a 13 de novembro, em Belém (PA). A iniciativa reforça o compromisso do programa com a produção de conhecimento acessível e com a ampliação dos recursos de comunicação destinados à comunidade surda.
Em um dos momentos mais marcantes da apresentação, Deuzilane chamou a atenção para a necessidade de garantir a continuidade do projeto. Ao questionar: “E depois, o FarmaLibras encerra suas atividades?”, a professora defendeu que a inclusão e a acessibilidade sejam incorporadas de forma permanente à formação e à prática profissional farmacêutica. Segundo ela, se a profissão deseja atender efetivamente todas as pessoas, é necessário que esses princípios estejam presentes em todas as ações desenvolvidas pelos farmacêuticos.
Com quatro em cada cinco produtos vendidos de forma clandestina, comércio ilegal dispara devido ao alto preço dos medicamentos originais e gera forte reação das autoridades
O comércio clandestino de medicamentos para emagrecimento virou um problema bilionário no Brasil. De acordo com dados do Anuário da Falsificação, o mercado ilegal de pirataria, contrabando e falsificação dessas substâncias movimentou cerca de R$ 4,6 bilhões no ano de 2025. A situação é tão grave que, atualmente, quatro em cada cinco canetas emagrecedoras vendidas no país são ilegais.
A popularidade de medicamentos como o Ozempic acendeu o alerta das autoridades devido ao crescimento explosivo das apreensões. Em 2024, foram recolhidas apenas 609 unidades irregulares. Esse número saltou para mais de 60 mil apreensões em 2025. O ritmo continua acelerado em 2026, visto que apenas nos três primeiros meses do ano mais de 54 mil canetas falsas já foram retiradas de circulação.
O principal motivo para essa disparada é econômico. O alto custo dos medicamentos regulados no Brasil faz com que muitas pessoas que precisam do tratamento não consigam pagar. Isso leva os consumidores a buscarem alternativas mais baratas em países vizinhos, adquirindo produtos que entram no país de forma irregular, sem registro e sem nenhuma garantia de qualidade ou segurança sanitária.
A questão virou caso de polícia e mobiliza forças de segurança em todo o país. Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal realizou uma grande apreensão em rodovias entre São Paulo e Paraná, encontrando mais de 8 mil ampolas contrabandeadas em menos de 24 horas, o que resultou na prisão de três pessoas em flagrante. Operações da Polícia Federal contra o mercado paralelo também miraram o patrimônio dos criminosos, resultando na apreensão de jatinhos e carros de luxo.
Para tentar conter o avanço do crime, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apertou a fiscalização, exigindo a retenção de receita médica nas vendas e interditando farmácias que funcionavam sem controle de qualidade. Segundo representantes do setor farmacêutico, os remédios clandestinos para emagrecer já representam mais de um terço de todo o prejuízo causado pelo mercado ilegal de medicamentos no Brasil.
Como uma alternativa segura para enfrentar o contrabando, o mercado legal apresentou o Ozivy, o primeiro medicamento nacional com semaglutida aprovado pela Anvisa. O produto chega aos consumidores com um preço cerca de 30% menor do que o Ozempic, com o objetivo de tirar espaço dos criminosos ao oferecer uma opção acessível e testada. Especialistas apontam que o mercado informal de medicamentos da categoria GLP-1 pode ser até cinco vezes maior do que o formal. Enquanto o preço regulado não alcança toda a população, o comércio invisível continua encontrando brechas para se expandir.
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