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Produto é indicado para tratamento de perda e manutenção do peso em adultos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4/11), o registro da via oral de administração para o medicamento Wegovy (semaglutida). O produto estava disponível no Brasil apenas na forma de solução injetável para administração subcutânea. 

O produto é indicado para o tratamento da obesidade (IMC ≥30 kg/m²) e do sobrepeso (IMC ≥27 kg/m² a <30 kg/m² e presença pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso) em adultos, como adjuvante a uma dieta de baixa caloria e à prática de atividade física. O medicamento é o primeiro agonista do hormônio glucagon tipo 1 (GLP-1) em formato oral aprovado para uso no país.  

A semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, promovendo redução do peso corporal e melhora de parâmetros metabólicos associados à obesidade. 

Nova apresentação 

A nova apresentação prevê a administração de comprimidos uma vez ao dia. O tratamento prevê um escalonamento progressivo de dosagem, iniciando com 1,5 mg e avançando para 4 mg e 9 mg, até atingir a dose diária de manutenção recomendada, fixada em 25 mg. 

O medicamento deve ser administrado em jejum, com pequena quantidade de água, aguardando-se pelo menos 30 minutos antes da ingestão de alimentos, bebidas ou outros medicamentos. 

A chegada da nova apresentação traz mais flexibilidade terapêutica aos pacientes e profissionais de saúde, o que inclui a possibilidade de transição entre as formulações oral e subcutânea, quando clinicamente apropriado, de acordo com as orientações aprovadas em bula. 

A aprovação do registro teve como principal sustentação os resultados do estudo clínico pivotal de fase 3, denominado OASIS 4, que avaliou a eficácia da semaglutida oral na dosagem de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades. 

Durante a pesquisa, que acompanhou os participantes ao longo de 64 semanas, o grupo tratado com a medicação registrou uma perda média de peso corporal superior a 13%. Além do desempenho significativamente superior ao do grupo placebo, o tratamento promoveu melhora em diversos marcadores de saúde cardiometabólica dos pacientes. 

Doença crônica 

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e multifatorial, associada ao aumento do risco de diversas condições clínicas, incluindo diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doença cardiovascular e apneia obstrutiva do sono.  

Confira a Resolução 4.249/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Farmacêuticos aprovados na etapa teórica podem avançar na capacitação e participar das atividades presenciais; confira o calendário e programe-se!

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O curso Cuidado Farmacêutico à Pessoa com Asma, oferecido gratuitamente pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em parceria com os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs), terá novas turmas práticas em diferentes regiões do país nos meses de novembro e dezembro. A iniciativa busca preparar farmacêuticos para atuar no rastreamento de sintomas respiratórios, na orientação sobre o tratamento e no acompanhamento de pessoas com asma.

As vagas das turmas presenciais são destinadas aos farmacêuticos que concluíram e foram aprovados na etapa teórica do curso. Essa é a oportunidade de avançar na formação, desenvolver habilidades clínicas e se preparar para levar esse cuidado à população.

Confira o calendário das próximas turmas:

Da teoria à prática: uma formação em três etapas

O curso é estruturado em três etapas complementares. A primeira é teórica, realizada de forma on-line e autoinstrucional, na plataforma Edufarma. Os participantes têm acesso a conteúdos sobre a asma, controle da doença, tratamentos farmacológicos, uso de dispositivos inalatórios, rastreamento em saúde e educação do paciente.

Na segunda etapa, presencial, os farmacêuticos participam de atividades práticas, simulações e treinamento clínico para desenvolver as competências necessárias ao atendimento da pessoa com asma.

A terceira etapa é vivencial e integra a Campanha Nacional Respira + Brasil, iniciativa do CFF em parceria com os CRFs e a Fundação ProAR. Nessa fase, os profissionais levam os conhecimentos adquiridos para o contato direto com a população, por meio de ações educativas, rastreamento de sintomas respiratórios, avaliação do controle da asma e orientações sobre o uso correto dos medicamentos e dispositivos inalatórios.

Como participar?

Os farmacêuticos que já foram aprovados na etapa teórica devem acessar a plataforma Edufarma, verificar as orientações e realizar a matrícula na etapa prática, conforme a disponibilidade de turmas.

Quem ainda não concluiu a parte teórica também pode avançar na formação: as matrículas permanecem abertas até 31 de dezembro de 2026.

A certificação será concedida após a conclusão das três etapas do curso.

Acesse: https://edufarma.cff.org.br/

Estudo publicado na revista Nature Medicine identificou forte resposta das células de defesa, mas ainda não comprovou que o imunizante reduz o risco de retorno da doença ou aumenta a sobrevida

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Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas apresentou resultados promissores em um estudo clínico de fase 2. O imunizante, chamado camupepimut (ELI-002 7P), estimulou uma resposta do sistema imunológico em 98,9% dos pacientes que receberam a vacina e puderam ser avaliados. Os resultados foram publicados em 23 de outubro de 2026 na revista científica Nature Medicine.

A pesquisa envolveu 144 pessoas com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum de câncer de pâncreas. Todos os participantes haviam passado por cirurgia para retirada do tumor e quimioterapia, sem apresentar sinais visíveis da doença nos exames de imagem no início do estudo.

Do total, 96 pacientes receberam a vacina e 48 fizeram parte do grupo de controle. Entre os vacinados, 90 puderam ser avaliados quanto à resposta imunológica. Desse grupo, 89 apresentaram aumento da atividade das células T, responsáveis por reconhecer e combater células que apresentam alterações associadas ao câncer.

A camupepimut foi desenvolvida para estimular o organismo a reconhecer sete variantes do gene KRAS, que apresenta mutações em aproximadamente 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático. Essas alterações podem favorecer o crescimento e a sobrevivência das células tumorais.

Resultado ainda não comprova eficácia contra a recorrência

Apesar da resposta imunológica expressiva, os pesquisadores não demonstraram uma redução estatisticamente significativa no risco de retorno do câncer na população total estudada. O tempo mediano livre de recorrência foi de 23,8 meses entre os pacientes vacinados e de 21,2 meses no grupo de controle.

Isso significa que a vacina conseguiu ativar mecanismos de defesa do organismo, mas ainda não há comprovação de que esse efeito se traduza em maior sobrevida ou menor recorrência da doença.

Os resultados representam um avanço na investigação de estratégias de imunoterapia contra o câncer de pâncreas, uma doença que apresenta altas taxas de mortalidade e recorrência. Novas pesquisas serão necessárias para determinar se a resposta imunológica observada pode resultar em benefícios clínicos para os pacientes.