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Nova nota técnica reforça que a alternância entre esses medicamentos não compromete a segurança nem os resultados do tratamento, ampliando a confiança e o acesso dos pacientes

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Nota Técnica 60/2026, que atualiza o entendimento da Agência sobre a intercambialidade entre medicamentos biossimilares e seus medicamentos biológicos comparadores.

Elaborado pela Gerência-Geral de Produtos Biológicos (GGBIO), o documento consolida evidências científicas e experiências internacionais, indicando que a alternância entre esses produtos não modifica de forma clinicamente significativa o perfil de segurança, eficácia e imunogenicidade, quando realizada em conformidade com as condições aprovadas de uso.

Os biossimilares são aprovados no Brasil por meio de rigoroso exercício de comparabilidade, conforme as Resoluções da Anvisa, RDC 55/2010 e 875/2024, o que assegura alto grau de similaridade com o medicamento biológico comparador, em termos de qualidade, segurança e eficácia.

Segundo a Nota Técnica, a alternância entre o medicamento comparador e seus biossimilares, bem como entre biossimilares do mesmo comparador, pode ser realizada de forma apropriada, desde que respeitadas as condições aprovadas em bula e garantidos o acompanhamento clínico, a rastreabilidade e as ações de farmacovigilância.

Com a atualização, a Anvisa reforça a confiança nos biossimilares e seu papel na ampliação do acesso a tratamentos seguros e eficazes, de forma alinhada às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras Autoridades Sanitárias internacionais de referência.

Estudo publicado na Nature Medicine avaliou 216 adultos com obesidade e MASLD e apontou redução significativa da gordura hepática e do peso corporal, mas os autores ressaltam que o medicamento ainda e

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Um ensaio clínico de fase 3 mostrou que a survodutida, um agonista duplo de receptor de glucagon e GLP-1, apresentou desempenho superior ao placebo no tratamento de adultos com obesidade e doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD). O estudo, publicado em 7 de junho de 2026 na Nature Medicine, envolveu 216 participantes, recrutados nos Estados Unidos e na Espanha. 

Os voluntários foram divididos em dois grupos: 146 receberam injeções semanais de 6 mg de survodutida e 70 receberam placebo. Após 48 semanas, 84,2% dos pacientes tratados com a substância alcançaram redução de pelo menos 30% da gordura no fígado, contra 24,3% no grupo placebo. O trabalho também registrou queda média de 12,2% no peso corporal entre os tratados, ante 1,0% no grupo controle. 

Segundo os pesquisadores, os efeitos adversos mais frequentes foram gastrointestinais, em geral leves a moderados e mais comuns durante a fase de escalonamento da dose. O estudo também destaca que a duração de 48 semanas e a concentração de participantes em apenas dois países limitam a interpretação dos resultados em longo prazo e em populações mais diversas. 

A publicação sustenta que a survodutida, ainda em avaliação, pode representar uma nova opção terapêutica para pessoas com obesidade e doença hepática metabólica, especialmente por combinar impacto sobre peso e fígado em um mesmo tratamento. Por ora, porém, os dados são considerados promissores, e não definitivos. 

Postagem nas redes sociais questiona eficácia dos genéricos, mas especialistas e órgãos de saúde reforçam que esses medicamentos passam por rigorosos testes antes de chegar ao mercado

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Uma publicação que questiona a eficácia dos medicamentos genéricos viralizou nas redes sociais e reacendeu uma discussão antiga entre consumidores. Na postagem, uma pessoa afirma: “Tenho uma raiva quando vou na farmácia atrás de um remédio e a pessoa fala que só tem o genérico e é igual. Não gente, pra mim remédio genérico não é igual”. A declaração gerou milhares de interações e dividiu opiniões na internet.

Apesar da percepção de parte da população, o Ministério da Saúde esclarece que o medicamento genérico contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, sendo administrado pela mesma via e com as mesmas indicações terapêuticas do medicamento de referência. Por isso, apresenta eficácia e segurança equivalentes e pode ser utilizado em substituição ao produto de marca.

Para garantir essa equivalência, os medicamentos genéricos precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo inclui estudos de equivalência farmacêutica e bioequivalência, que avaliam se o medicamento atua no organismo da mesma forma que o produto de referência. Esses testes são fundamentais para assegurar a qualidade, a segurança e a eficácia dos tratamentos.

A substituição do medicamento de referência pelo genérico correspondente pode ser realizada pelo farmacêutico responsável pela farmácia ou drogaria, conforme previsto na legislação. Os genéricos são facilmente identificados pela tarja amarela na embalagem, que traz a inscrição “Medicamento Genérico”, além da frase “Medicamento Genérico – Lei nº 9.787, de 1999”. Como não possuem marca comercial, o nome exibido na embalagem é o do princípio ativo.

Criados oficialmente no Brasil a partir da Lei nº 9.787, de 1999, os medicamentos genéricos ampliaram o acesso da população aos tratamentos. Entre as principais vantagens estão o menor custo, que deve ser pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência, o aumento da concorrência no mercado e a ampliação do acesso a medicamentos de qualidade, seguros e eficazes para milhões de brasileiros.