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Dispositivo de etonogestrel também poderá ser inserido imediatamente após o parto ou o aborto; mudança amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação de três para cinco anos do período de eficácia contraceptiva do Implanon NXT, implante subdérmico à base de etonogestrel. A decisão permite que as mulheres permaneçam protegidas contra a gravidez por mais tempo, sem necessidade de substituir o dispositivo ao completar três anos de uso.

A mudança foi aprovada em 26 de outubro de 2026, após a análise de evidências científicas que demonstraram a manutenção da eficácia e da segurança do método durante o quarto e o quinto anos. Nos estudos avaliados, não foram registradas gestações nesse período de utilização prolongada.

Outra alteração aprovada pela agência permite a colocação do implante imediatamente após o parto ou a realização de um aborto, inclusive nos casos ocorridos durante o primeiro e o segundo trimestres da gestação. A medida amplia as oportunidades de início da contracepção e pode facilitar o acesso ao planejamento reprodutivo.

Como funciona o implante?

O Implanon NXT é uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço por um profissional habilitado. O dispositivo libera continuamente etonogestrel, um hormônio que impede a ovulação e contribui para evitar a gravidez.

O método apresenta eficácia superior a 99% e está entre as opções contraceptivas reversíveis mais eficazes disponíveis. Sua utilização dispensa a administração diária de medicamentos e não exige procedimentos frequentes para manter a proteção.

Disponibilidade no SUS

O implante de etonogestrel foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, ampliando as alternativas de contracepção oferecidas na rede pública. A disponibilização ocorre conforme a organização e a implementação do Ministério da Saúde nos serviços de saúde.

A ampliação do período de uso para cinco anos representa uma mudança importante para o planejamento reprodutivo, pois reduz a necessidade de substituição do dispositivo e mantém a proteção contraceptiva por mais tempo.

Estudo internacional identificou melhora nos movimentos e redução de sinais de inflamação cerebral em pessoas com um distúrbio do sono associado ao risco de desenvolver a doença

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Um medicamento experimental chamado SNT-4728 apresentou resultados promissores em um estudo clínico de fase 2 realizado por pesquisadores do Reino Unido e da Austrália. A pesquisa identificou melhora em indicadores de movimento e redução de sinais de inflamação cerebral em participantes com uma alteração do sono associada ao desenvolvimento da doença de Parkinson.

O estudo reuniu 41 voluntários com transtorno comportamental do sono REM isolado, condição em que a pessoa apresenta movimentos e comportamentos durante os sonhos. Esse distúrbio está associado a um risco aumentado de desenvolver Parkinson e outras doenças neurodegenerativas. Desse total, 30 participantes receberam o medicamento experimental e 11 utilizaram placebo, durante 12 semanas.

Na avaliação realizada 12 semanas após o fim do tratamento, os pesquisadores observaram melhora significativa nos indicadores de movimento entre os participantes que receberam o SNT-4728, em comparação com o grupo placebo. Neste último, houve piora nas avaliações motoras.

Outro resultado relevante foi observado em exames cerebrais: 20 dos 30 participantes tratados apresentaram redução de marcadores de inflamação no putâmen, região do cérebro envolvida no controle dos movimentos.

Desenvolvido pela empresa australiana Syntara, o SNT-4728 atua em processos relacionados à inflamação cerebral. Os resultados despertam interesse por indicar uma possível forma de intervir em alterações biológicas associadas ao Parkinson antes mesmo do aparecimento dos sintomas da doença.

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessárias novas investigações, com um número maior de participantes. O estudo não comprovou que o medicamento previne, interrompe ou retarda o desenvolvimento do Parkinson. Também não avaliou sua eficácia em pessoas que já receberam o diagnóstico da doença.

Dispositivo desenvolvido por pesquisadores do MIT protege células produtoras de insulina e mantém seu funcionamento por pelo menos 90 dias em testes com animais

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Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em parceria com o Boston Children’s Hospital, nos Estados Unidos, pode abrir novos caminhos para o tratamento do diabetes tipo 1. Os cientistas criaram um dispositivo implantável que abriga células produtoras de insulina e permite que elas continuem funcionando dentro do organismo.

A tecnologia funciona como uma espécie de pâncreas bioartificial. O equipamento envolve células das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina, em uma cápsula protetora. Essa estrutura permite a entrada de glicose e a liberação do hormônio, ao mesmo tempo que dificulta o ataque do sistema imunológico às células transplantadas.

Um dos principais desafios da pesquisa foi garantir que as células recebessem oxigênio suficiente para sobreviver. Para resolver o problema, os pesquisadores desenvolveram um sistema que utiliza energia transmitida sem fio por uma antena externa para produzir oxigênio a partir do vapor de água presente no organismo.

Os resultados foram publicados em março de 2026 na revista científica Device. Nos experimentos com camundongos e ratos, o dispositivo manteve as células funcionais por pelo menos 90 dias. Nesse período, elas produziram insulina suficiente para ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue dos animais.

Os pesquisadores também testaram células produtoras de insulina derivadas de células-tronco humanas, que apresentaram controle parcial da glicemia durante o mesmo período. Além disso, experimentos iniciais em primatas não humanos demonstraram a sobrevivência das células por um mês.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda está em fase experimental e não foi testada em pacientes. Os próximos passos incluem ampliar o tempo de funcionamento do dispositivo e avançar nos estudos para avaliar sua segurança e eficácia em seres humanos.

A expectativa é que, no futuro, a estratégia possa reduzir a necessidade de aplicações frequentes de insulina e oferecer uma nova alternativa de tratamento para pessoas com diabetes tipo 1.